Considerando que estive dois meses e meio sem pedalar (um mês devido a uma lesão num joelho e outro mês por estar a recuperar de uma cirurgia (nada de grave)), e que nas ultimas semanas os treinos resumiram-se a duas aulas de cycling e ginásio... e no fim-de-semana anterior ter pedalado 70 km de BTT e no dia a seguir 45 km por estrada em bicla de BTT devo dizer que...
Chiça penico, foi duro!
A partida não começou bem. A Turtle deixou-me para trás praticamente logo na partida (também quero daquela cena que ela andou a tomar!). É que por causa da lesão no joelho, tenho que pedalar com mais rotação e menos força de inicio, aquecer com calma e acabei por me atrasar. Tive também que parar ainda no alcatrão para mudar a roda da frente, porque tinha sido montada ao contrário (eu bem estava a estranhar qualquer coisa no andamento... isso e o velocÃmetro não estar a contar). Contei com a ajuda de um senhor que teve a amabilidade de parar para me ajudar.
Continuei a pedalar atrás de toda a gente, a ver se via o resto do pessoal, mas a coisa estava escassa, até que encontrei o Ricardo Cavalheiro e o outro mocinho do cabelo grande que não sei o nome, e fizeram-me companhia durante algum tempo (obrigada, meninos). Perto dos canais, lá encontrei o Rui Santos (ou ele encontrou-me), sozinho, que tinha a missão de fazer companhia a mim e à Turtle e andava à nossa procura. Como nós duas tÃnhamos ido a uma casa de banho antes da partida e, entretanto, a malta arrancou, ele foi andando a ver se nos via. Nisto, as nossas burras parece que ficaram solidárias uma com a outra e tivemos ambos problemas nas mudanças e logo nas avózinhas (coiras!!). Toca de parar para ver o que se passava e era ver só o pessoal a passar por nós e a oferecer ajuda.
Parámos nos abastecimentos todos, onde ainda Ãamos encontrando dois dos fidalbykes com as suas respeitáveis cãs.
Chegámos bem a Porto Covo eram 3 da tarde. Um pouco cansados, mas bem. Quando voltámos a entrar nos trilhos, comecei a sentir o cansaço e um pouco de nervosismo por estar a demorar mais tempo do que gostaria. Descansámos um pouco à sombra de um chaparro e daà a pouco, estávamos outra vez a pedalar.
O regresso a Alvalade foi alternado entre momentos em que a coisa corria muito bem e que a coisa corria menos bem. Já cansados e com calor, a levar constantemente com areia solta e depois com lama até aos tornozelos... argh! Estava-se a tornar saturante e querÃamos era acabar depressa. Eu bem queria pedalar com mais força, mas não me podia dar ao luxo de o fazer... isto, se quero continuar a ter joelho.
Ainda encontrámos o Bessa à beira da estrada, a pedir uma câmara de ar. Dei-lhe a que trazia comigo, notando, no entanto, que não ia ser grande ajuda, dado o rasgão que tinha no pneu. Com efeito, e não obstante a habilidade desenrascante do Rui, ao fim de uns metros, PUM!, lá se foi a câmara de ar e o Bessa viu-se obrigado a ir no carro vassoura.
Continuo a achar o vosso espÃrito o máximo. Gostei muito da recepção em Sagres e gostei mais ainda desta vez em Alvalade. "Lá vêm eles!!!

)))" Tudo a aplaudir quando chegámos foi fantástico, até fiquei um bocado desnorteada, e ainda mais quando vi a malta da organização lá ao fundo do jardim a levantar-se e a aplaudir também.
Uau... os últimos também merecem... quanto mais não seja, porque resistiram até ao fim.
Obrigada a todos.
