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Autor Tópico: Muito mais além do XCO - Rocky Mountain Vertex 90  (Lida 2649 vezes)
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NunoMAC
Visitante
« em: 24 de Janeiro de 2011, 15:59 »

Muito mais além do XCO - Rocky Mountain Vertex 90



Ao todo são 18 anos de competição com medalhas nos Jogos Olimpicos, vitórias em campeonatos mundiais e participações constantes em provas por etapas com distâncias épicas; podemos dizer confortavelmente que a Vertex já é bem batida. Com este quadro – de 2010 – abandonaram o conceito de ir introduzindo melhorias ano após ano e sairam-se com o Vertex RSL em carbono totalmente novo. Utiliza uma geometria compacta (por isso encontras no quadro a designação RTC - Race Tuned Compact), uma evolução que pretende melhorar a agilidade da bicicleta baixando o tubo superior, entre outras coisas. Olhando para o quadro, especialmente para a zona do pedaleiro, percebe-se que fizeram um esforço para melhorar a rigidez lateral. O aspecto geral do quadro não é nada feio, haverá até quem o ache irresistível.
Os pneus de perfil XL e o longo guiador elevado são fiáveis indicadores da sua capacidade em zonas técnicas e exigentes, mas não penses que lhe falta velocidade quando os trilhos se tornam mais abertos porque a rigidez do quadro e a leveza do conjunto estão ao melhor nível.

Quadro monocoque com boas capacidades


A Rocky Mountain diz que a sua experiência no desenvolvimento e produção de tubagem em alumínio ao longo da última década foi determinante para chegarem à geometria e à forma deste quadro em carbono. O Vertex RSL (Racing Super Light) possui umas formas originais que te deixam reconhecê-lo mesmo se lhe tirassem todas as designações e símbolos. A estética é um dos pontos altos, apesar da construção monocoque parece ter sido esculpido nas zonas de encontro dos “tubos”. Os tubos superior e diagonal têm uma secção triangular ovalizada que vai aumentando de diâmetro em direcção às extremidades para ter a tal rigidez extra. As escoras vão-se encurvando e achatando para chegar ao ponto óptimo de rigidez e resistência, garantindo simultaneamente algum conforto. Não é preciso ser o Absalon para perceber que a rigidez na zona da pedaleira e na direcção é elevada: umas pedaladas em pé e em esforço são suficientes. Estes reforços nas zonas críticas fazem toda a diferença mas, como calculas, não conseguem colocar o quadro no pódio dos mais leves – ao estilo Scott Scale 899 e Cannondale Flash  – mesmo assim as 1200 gramas não preocupam.

Tech Info 1

Tendência de fixação do desviador dianteiro e outros detalhes técnicos



Olhando para o quadro do lado oposto à pedaleira podes estranhar não encontrar a típica braçadeira de fixação do desviador dianteiro. Não, não é nenhum milagre, ele encaixa directamente no quadro. Fixa-se por dois parafusos, dispensando a típica braçadeira, o que aumenta a resistência e afasta a hipótese de rachar o carbono com excesso de força no aperto: é o chamado Direct Mount.

A afinação é também mais fácil com este tipo de fixação. Há quem defenda que esta é a tendência futura. O que não foi tão fácil como é costume foi pôr e tirar a roda traseira, provavelmente relacionado com o espaço entre o pneu e o quadro na zona do eixo pedaleiro.

O facto de se tratar de um pneu de grande volume deixa pouco espaço nesta área e obriga a empurrar mais o desviador quando é preciso enfiar a roda no quadro novamente. Se tens de o fazer para a enfiar dentro do carro cada vez que vais para a serra é melhor ensaiares antes de a comprar – ou trocares o pneu por um menos volumoso. Um outro detalhe técnico acerca da construção do quadro prende-se com a utilização de diferentes tipos de folhas e disposições do carbono de forma a satisfazer diferentes prioridades a nível de conforto, peso e robustez (à semelhança do que acontece com a Orbea, por exemplo).

Ou seja, numa Vertex Team torna-se mais relevante o peso do que numa gama mais baixa da Vertex. A Vertex 50 e a 70 utilizam um carbono com um módulo diferente (24) do que a Vertex Team (40), por exemplo.



Avaliação

Quadro - 5
Suspensão F - 4,5
Suspensão T - (-)
Mudanças - 5
Travões - 4,5
Rodas - 5
Conforto - 5
Comportamento - 5
Relação/Qualidade de Preço - 4
Nota final - 5



Conforto e controlo acima da concorrência

Com esta posição de condução até um rider de All Mountain saca prazer da Vertex 90. O guiador sobreelevado low rise dá um grande conforto e controlo nas secção técnicas. Se juntarmos a isto a agilidade do conjunto ficas com um brinquedo fácil de controlar. Existe um bom equilíbrio entre o purismo do cross de competição e a capacidade de enfrentar trilhos mais exigentes onde as raízes escorregadias alternam com pedra solta; no fundo o tipo de trilhos que mais gozo nos dá.

É certo que o quadro é responsavel pela rigidez lateral e por alguma absorção das vibrações e nestes aspectos desempenha um papel superior a muitos dos quadros em carbono graças à cuidadosa construção e disposição das camadas de fibra de carbono. O papel das rodas já se sabe que é decisivo e os aros ZTR Olympic não só mantêm o peso baixo (340 g cada aro) como te deixam rolar com menos pressão. Podes ou não utilizar câmara de ar pois um pneu tubeless funciona nestes aros, mas em qualquer das configurações existe menor probabilidade de furar porque a distância entre pneu e aro é superior. O volume de ar torna-se maior e consegues maior tracção. Para ajudar à festa vem com os Continental Race King 2.2, uns pneus que não têm propriamente falta de volume – são dos mais volumosos do mercado e simultaneamente rolam bem. Mas o componente que mais marca a personalidade da Vertex 90 é o guiador que me convence pelo maior conforto e controlo. Mas se és um purista e o teu maior prazer é atacar as longas subidas na posição mais eficaz não há nada como o clássico guiador plano mais curto do que os 660 mm deste Race Face Evolve SL3/4. E os fãs da condução técnica vão querer um avanço mais curto do que os 100 mm do Race Face Deus. Tirando estes eventuais ajustes no cockpit nada mais há a fazer nesta Rocky Mountain, mas se a deixares tal como vem ficas com uma bike que é algo mais do que uma máquina exclusiva para competir.

O conforto e o controlo deixam-te com um sorriso, tendo em conta o tipo de bike que ela é, não só pelo volume extra dos pneus ou pelo cockpit mas também pela geometria ligeiramente mais descontraida do que as bikes de pura competição. O resultado é uma maior confiança do que a que tivemos com as últimas bikes desta categoria que nos passaram pelas mãos (Orbea Alma, Scale RC...), a verdade é que se a puséssemos frente-a-frente com as rivais num circuito de All Mountain era previsível uma vantagem da Vertex. Não é a mais leve opção mas é das que mais confiança te podem dar, não só a nivel da condução mas também pela qualidade dos componentes. E é certamente das mais exclusivas. Quantas Vertex 90 já se cruzaram por ti nos trilhos?!



Quadro:                                                      Carbono monocoque
Suspensão F:                                              Rock Shox Sid Race 100mm
Direcção:                                                    FSA Integrada
Manípulos mudanças:                                   Sram Trigger X-0
Manetes Travão:                                          Avid Elixir CR
Mudanças F/T:                                             Shimano XT/Sram X-0
Travões F/T:                                               Avid Elixir CR 140/160mm
Eixo pedaleiro:                                            Race Face Next
Alavancas pedais:                                       Race Face Next
Cremalheiras:                                             Race Face Next Turbine  22/32/44
Carretos:                                                    Sram PG 990 11-32
Corrente:                                                    Sram PC91
Avanço:                                                      Race Face Deus
Guiador:                                                     Race Face Evolve SL 3/4
Selim:                                                         Fizik Nisene Tundra
Espigão selim:                                             Race Face Next SL
Cubos F/T:                                                  DT Swiss 240
Aros F/T:                                                    NoTubes ZTR Olympic
Pneus F/T:                                                  Continental Race King (26x2.2)
Tamanhos:                                                  S, M, L e XL
Peso aproximado:                                        9,32 kg (M) s/ pedais
Preço aproximado:                                      4.699 euros
Importador:                                                Nexplore (917 400 997)


Nossa opinião
Uma das melhores propostas se o conforto e o controlo são fundamentais para ti numa bike de cross de competição.

Melhoramentos
Nenhum componente está desfasado do conjunto. Uns travões mais progressivos do que estes Avid Elixir CR eram bem vindos.

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