Pelos “caminos de Santiago†desde a Invicta-Cidade 10 a 13SET10
II CapÃtulo
Os EMAILS, os TOQUES e RETOQUES e por fim as TROCAS E BALDROCAS
Agora que escrevo, e busco nos arquivos da memória os pormenores e contornos que ajudaram, constituÃram e construÃram todo o puzzle organizativo da “empreitadaâ€, sinto que, reviver o passado recente, é clarividente.
Em conformidade com a verdade dos factos, não foi só o Camacala a empreender.
Também o Francisco Baleizão (Zedaroda) tomou as suas diligências, pesquisou e transmitiu através de emails vários, informação preciosa que ia recolhendo a seu tempo.
Eu, por minha conta, fui difundindo o recebido com o consentimento do próprio, funcionando como intermediário, não nomeado, na preparação da aventura colectiva.
Nesta fase, por questões de gozo de férias familiares, a minha colaboração foi assumidamente muito superficial, tirando algum toque móvel para saber das últimas novidades.
Particularmente, e pensando no que me esperava em Setembro, levei a byke para as férias, na presunção de me preparar fisicamente para a Peregrinação a Santiago feita em autonomia total.
Esse propósito estratégico, transformou-se ele próprio, voluntariamente, num género de promessa politica, onde o resultado final normalmente é fracasso quase absoluto, porquanto as férias algarvias não deixam muita margem de manobra para as pedaladas, tendo apurado na contabilidade final uns meros 300Kms.
Nessa altura estava em “cima da mesa†a data de 17 a 19 Set o que ainda me dava alguns dias para ganhar ritmo.
No final de Agosto, no regresso das férias, sou surpreendido com a antecipação em uma semana da data previamente estabelecida.
Ora, sabendo pelas informações obtidas, da dureza e do grau de dificuldade dos “caminosâ€,
aliada á vontade do grupo em faze-la em três dias, o que desde logo garantia uma intensidade nada aconselhada para quem vinha do relaxo, do ócio e do prazer de umas magnificas férias, a "cousa" não me tirava o sono mas punha-me a pensar.
Além disso, e dentro do pressuposto de que
“… não passes pelo caminho, deixa-o passar por ti...†bastas vezes li que
quatro dias seria o “timing†ideal para realizar o “caminoâ€, aliás, confirmados e recomendados pelo Baleizão e pelo seu amigo nortenho.
Confesso agora, que tive dúvidas, que ponderei, questionei e avaliei a seguinte equação:
O SOFRIMENTO seria maior/menor que o PRAZER a receber.No entanto, esse não era o maior problema em “mãosâ€. A certa altura enfrentámos as necessidades de encontrar alojamento de qualidade e a baixo custo.
Pela minha parte, tratei de conseguir dormida e parqueamento das viaturas na cidade do Porto.
Após pesquisas e contactos vários, o Camacala lá foi fazendo a selecção e a reserva do que melhor serviria os “atletas†de Santiago.
Por motivo das festas anuais de Ponte de Lima (grandiosas e encantadoras, presumo pelo que vi), fomos obrigados a fazer um desvio acentuado do “caminho Português de Santiagoâ€, uma vez que o local mais perto que conseguimos para pernoitar foi em Ponte da Barca ( desvio de 19Km ).
Enquanto isso, as nossas “meninas†foram indo ao “Doutor†para fazer o respectivo “check-in†e montar e adaptar a “albarda†(alforges).
Justo é, mencionar publicamente a maravilhosa preparação das montadas feita pelo nosso Dr Feliciano, pois nenhuma delas se viria a queixar da dureza encontrada.Os dias passavam e o dia D estava cada vez mais próximo para peregrinos-aventureiros.
Na hora H arrumámos a “trouxa†e lá partimos rumo a Norte.
…continua!!